Parece que foi a única coisa que sobrou dos últimos dias de festa. Dias nos quais tudo parecia normal. A manhã não era radiante, os pássaros não assobiavam canções maravilhosas e nem as árvores farfalhavam com uma brisa leve e perfumada. Na verdade chegava a fazer frio perto de passagens sombreadas e algumas nuvens anunciavam uma chuva que poderia não chegar. Estávamos ali talvez por não haver opção melhor. Compromissos sim, mas também não muito importantes, nada que posteriormente nos fosse cobrado com muito afinco. Parecia justo aquele ser um momento de espera. Alguns, planos e rotas de fuga, outros, cassa-palavras em textos de hermenêutica pós-moderna. E embora o tédio não fosse o tom principal daqueles dias, ele esteve presente em muitos momentos. Nas festas havia música, desejos, invejas e ciúmes, entorpecentes de todas as qualidades. Mas nos divertíamos loucamente esperando o mal estar do dia seguinte quando a primeira providência a tomar era reconhecer o ambiente a nossa volta. E isso não me impedia de gostar de tudo aquilo. Era tudo muito fácil. E então, bastava colocar os óculos escuros e voltar para casa esperando que as coisas todas voltassem ao seu lugar. E elas costumavam voltar.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
primeiro do ano
Eu assumo, é um absurdo mesmo esse abandono. Já quase no final de fevereiro, depois de passar carnaval e tudo mais, ainda não tinha nenhum post em 2008. Quanto desleixo!
Desculpas eu tenho várias, posso colocar aqui um monte delas, e encabeçando a lista vem a maldita monografia que não fica pronta nunca! E nesse instante ela encobre as próximas 87 desculpas para qualquer coisa que eu tenha deixado de fazer desde que voltei do Pará em novembro, inclusive atualizar esse blog.
Desculpas eu tenho várias, posso colocar aqui um monte delas, e encabeçando a lista vem a maldita monografia que não fica pronta nunca! E nesse instante ela encobre as próximas 87 desculpas para qualquer coisa que eu tenha deixado de fazer desde que voltei do Pará em novembro, inclusive atualizar esse blog.
sábado, dezembro 08, 2007
Temporada de mangas, farinha e picanha
Cá estou eu em Piçarra, sudeste do Pará, há mais de 40 dias.
Ê lugarzinho ruim, e pensar que eu reclamava de Canaã...
Vim participar do resgate de 4 sítios arqueológicos em uma linha de transmissão, arqueologia de contrato, e volto pra casa semana que vem com história suficiente pra contar até o próximo campo.
Foram 40 dias de muita manga, carne de churrasco, mosquitos, calor, "fauna" tropical e impaciência em uma cidade onde não existe absolutamente nada pra fazer.
Do quarto do hotel para o campo, do campo para o quarto de hotel.
E nós lá, eu e Sirlei, duas arquólogas valentes no meio de uma infinidade de piões de obra que não paravam de ir e vir em caminhões abarrotados.
Mas enfim, fichinha pra quem até posou pra foto segurando uma jibóia enorme!
Terminamos hoje, sábado, o último sítio, debaixo de uma chuvarada, meio com pressa, meio receosos para não pisar na fazenda que proibiu nossa entrada. E por essas bandas, tem gente que é melhor não contrariar, acredite.
Terça chego em casa, e não vejo a hora de comer alguma coisa diferente de churrasco de picanha.
Ê lugarzinho ruim, e pensar que eu reclamava de Canaã...
Vim participar do resgate de 4 sítios arqueológicos em uma linha de transmissão, arqueologia de contrato, e volto pra casa semana que vem com história suficiente pra contar até o próximo campo.
Foram 40 dias de muita manga, carne de churrasco, mosquitos, calor, "fauna" tropical e impaciência em uma cidade onde não existe absolutamente nada pra fazer.
Do quarto do hotel para o campo, do campo para o quarto de hotel.
E nós lá, eu e Sirlei, duas arquólogas valentes no meio de uma infinidade de piões de obra que não paravam de ir e vir em caminhões abarrotados.
Mas enfim, fichinha pra quem até posou pra foto segurando uma jibóia enorme!
Terminamos hoje, sábado, o último sítio, debaixo de uma chuvarada, meio com pressa, meio receosos para não pisar na fazenda que proibiu nossa entrada. E por essas bandas, tem gente que é melhor não contrariar, acredite.
Terça chego em casa, e não vejo a hora de comer alguma coisa diferente de churrasco de picanha.
segunda-feira, setembro 24, 2007
De volta a ativa...
Depois de voltar um mês mais cedo do Pará por causa de uma hepatite e ficar de molho em casa sem poder colocar os pés na rua por causa do meu recomendado "repouso moderado" já estou arrumando as malas de novo.
Próximo destino: Florianópolis
Neste sábado dia 29 viajo pra Floripa para participar do meu primero congresso da SAB, Sociedade de Arqueologia Brasileira.
SIM, a farra vai ser das boas, e NÃO, dessa vez não vou ao congresso só pra passear.
Próximo destino: Florianópolis
Neste sábado dia 29 viajo pra Floripa para participar do meu primero congresso da SAB, Sociedade de Arqueologia Brasileira.
SIM, a farra vai ser das boas, e NÃO, dessa vez não vou ao congresso só pra passear.
quinta-feira, agosto 16, 2007
tan-taran-tan...
Pois não é que estou eu aqui nessa curva depois do fim do mundo há mais de um mês... e adorando a aventura!?
O lugarzim é estranho, feim, quente bragaráleo, não tem uma internet que preste, e não funciona nenhum telefone quando falta luz (e falta muito!) mas a arqueologia e as companhias compensam. Por enquanto pelo menos, loguinho vai ter neguinho rosnando pra Bom-dia... tem até quem já esteja ficando mais arisco, hehehe, mas normal, e esperado. A calmaria é até maior do que pensei. Uns já estão indo, e outros novos devem vir até o final do serviço, isso também ajuda a equilibrar o humores, eu acho!
Eu vou tranquila por equanto, pra variar, mas ainda tenho até o final de setembro por essas bandas, e daqui pra Floripa, e de Floripa, Ribeirão, e de Ribeirão Boa Esperança, e de Boa Esperança... por aí afora! Nada mais recomendado do que manter a calma, e não perder a toalha (para os bons leitores do Guia do Mochileiro das Galáxias!)
Esse ano não perco a SAB, tem até pousadinha perto da praia com desconto pros arqueólogos em outubro, e em dezembro tem encontro da turma de Monte Dourado, encontro marcado há mais de 10 anos!
Agenda cheia sim, mas a alegria é tanta que às vezes até sufoca... e as dúvidas dos rumos a tomar?, dessas então eu nem falo se não não acabo mais.
Tem saudade também no meio dessa mistura, tem muita na verdade, mas ela deixa os reencontros mais gostosos, é assim que tem que pensar se não o travesseiro fica molhado toda noite.
Ai, ai, ando cheia de suspiros.
Ando feliz, ando com saudades, ando com vontade de partir e de ficar mais tempo também, de vez em quando até vou dormir tristonha, mas acordo bem de novo na maioria das vezes.
Outro dia lembrei de uma vez na escola, no tempo de Monte Dourado ainda, em que o Júnior, amado professor de literatura, perguntou pra cada um da turma onde a gente queria estar morando e fazendo o quê dali a 10 anos.
Eu lembro direitinho que respondi que não sabia bem o que queria fazer mas que não queria estar presa em lugar nenhum, não queria uma casa, mas muitas aonde pudesse voltar sempre que quisesse.
Pois aqui estou, completamente resolvida do que quero fazer e com minhas diversas casas pra voltar assim que puder.
A casinha de Mariana que era só minha não tenho mais e ainda rola um banzo de leve, mas eu sei que não ia aguentar ficar mais lá por muito tempo.
É isso aí então, vamo lá ossada!!!
O lugarzim é estranho, feim, quente bragaráleo, não tem uma internet que preste, e não funciona nenhum telefone quando falta luz (e falta muito!) mas a arqueologia e as companhias compensam. Por enquanto pelo menos, loguinho vai ter neguinho rosnando pra Bom-dia... tem até quem já esteja ficando mais arisco, hehehe, mas normal, e esperado. A calmaria é até maior do que pensei. Uns já estão indo, e outros novos devem vir até o final do serviço, isso também ajuda a equilibrar o humores, eu acho!
Eu vou tranquila por equanto, pra variar, mas ainda tenho até o final de setembro por essas bandas, e daqui pra Floripa, e de Floripa, Ribeirão, e de Ribeirão Boa Esperança, e de Boa Esperança... por aí afora! Nada mais recomendado do que manter a calma, e não perder a toalha (para os bons leitores do Guia do Mochileiro das Galáxias!)
Esse ano não perco a SAB, tem até pousadinha perto da praia com desconto pros arqueólogos em outubro, e em dezembro tem encontro da turma de Monte Dourado, encontro marcado há mais de 10 anos!
Agenda cheia sim, mas a alegria é tanta que às vezes até sufoca... e as dúvidas dos rumos a tomar?, dessas então eu nem falo se não não acabo mais.
Tem saudade também no meio dessa mistura, tem muita na verdade, mas ela deixa os reencontros mais gostosos, é assim que tem que pensar se não o travesseiro fica molhado toda noite.
Ai, ai, ando cheia de suspiros.
Ando feliz, ando com saudades, ando com vontade de partir e de ficar mais tempo também, de vez em quando até vou dormir tristonha, mas acordo bem de novo na maioria das vezes.
Outro dia lembrei de uma vez na escola, no tempo de Monte Dourado ainda, em que o Júnior, amado professor de literatura, perguntou pra cada um da turma onde a gente queria estar morando e fazendo o quê dali a 10 anos.
Eu lembro direitinho que respondi que não sabia bem o que queria fazer mas que não queria estar presa em lugar nenhum, não queria uma casa, mas muitas aonde pudesse voltar sempre que quisesse.
Pois aqui estou, completamente resolvida do que quero fazer e com minhas diversas casas pra voltar assim que puder.
A casinha de Mariana que era só minha não tenho mais e ainda rola um banzo de leve, mas eu sei que não ia aguentar ficar mais lá por muito tempo.
É isso aí então, vamo lá ossada!!!
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