segunda-feira, abril 05, 2010

Diário de Campo - 1º DIA

Então vamos aproveitar a internet no quarto!

Saí de casa hoje cedo, ainda escuro, rumo ao aeroporto de Belém onde embarcaria às 6:35 para Marabá. E nada de friozinho da madrugada, já estava bem quente antes das cinco da manhã.
Como é final de feriado as passagens foram compradas em horários diferentes, a equipe vai aos pedaços mesmo e se reúne no hotel em Marabá. A sorteada para ir primeiro, desgarrada e solitária? Euzinha.
No aeroporto de cara, a dificuldade de encontrar a companhia aérea na qual deveria viajar já me lembrou o bom e velho tio Murphy que nunca nos abandona nas horas mais inóspitas. Mas correu tudo bem, apesar dos pesares.
Localizada a companhia, no check in já tive que paguar excesso de peso de bagagem, pois o limite era 10Kg e não 20Kg como de costume. Mas enfim, não fui informada disso, como estou a serviço talvez a empresa para qual trabalho me reembolse.
No check in também junto com o cartão de embarque já te entregam uma caixinha com o seu lanche. Serviço de bordo feito no saguão do aeroporto! Ultra eficiência da companhia? Sei não!
Mas enfim, fui lá comprar o livro de viagem, sempre compro livros em aeroportos, eu sei que as lojas são mais caras, inclusive livrarias, mas é uma espécie de tradição, sempre compro um livro quando passo por um aeroporto, na ida ou na volta, isso se houver uma livraria, é claro!
Dessa vez comprei dois, Memórias de Minhas Putas Tristes do Gabriel García Marquez, e 100 Dicas Para Viajar Melhor de Ricardo Freire. Eu procurava pelo Pêndulo de Foucault do Umberto Eco, mas só tinham dele O Nome da Rosa, esse já tenho. Ainda não li Cem Anos de Solidão, vou ver primeiro se gosto das putas tristes.
O outro já li inteirinho, de uma bocanhada só, uma delícia! Já já vou no blog do autor viajenaviagem.com, deu vontade de fazer até uma rotazinha de volta ao mundo!

Mas agora preciso falar da minha surpresa quando vi o avião que viemos para cá.
Tive até que tirar foto tá lá no flog:
www.fotolog.com.br/gabriela_prado (não estou conseguindo colocar o link)
Capacidade? Nove passageiros mais piloto e copiloto.
A geringonça é tão pequena que para andar lá dentro eu, que não tenho 1,75m de altura, tinha que dobrar ao meio em quase 90º.
Fiquei logo atrás dos pilotos, não, não tem cabine, na única poltrona de corredor, as outras 8 são na janelinha, me atrasei para entrar porque precisava tirar uma foto do mosquito.
A vantagem é que já quase aprendi a pilotar um avião, se eu esticasse o braço alcançava os controles, teria feito isso se necessário durante a quase uma hora, das duas que passamos no ar, em que o piloto dormiu profundamente!
Ainda bem que o tempo estava ótimo e eu tinha um livro delicioso nas mãos. O desafio foi só ignorar a inexistência de um banheiro ali dentro, e as menores viradinhas e tremidas que a aeronave dava. E se o piloto tava tranquilão lá no sono dele, porque eu simples mortal iria me preocupar, certo?
Em Marabá o hotel é pertinho do aeroporto, tem internet no quarto, uma bênção!! E uma café da manhã honestinho.
Como hoje é aniversário da cidade, feriado local, não tem nada aberto. Resolvi passar o dia na internet colocando a vida virtual em dia.
Vamos ver se esse diário de campo dura mais que um dia. Alguém quer apostar?
Eu não!

sábado, abril 03, 2010

Estrada a Vista

Proximo destino: Marabá
Passei por lá uma vez, não é das piores cidades.
Menos mal!
Trabalho de campo é bom, no fim do dia a única coisa que interessa é um bom banho, algo para comer e cama!
Muito melhor isso do que pensar e esperar, esperar..
;-)

sábado, março 20, 2010

Como era gostoso o meu francês

"No Brasil de 1594, um aventureiro francês prisioneiro dos Tupinambás escapa da morte graças aos seus conhecimentos de artilharia. Segundo a cultura Tupinambás, é preciso devorar o inimigo para adquirir todos os seus poderes, no caso saber utilizar a pólvora e os canhões. Enquanto aguarda ser executado, o francês aprende os hábitos dos Tupinambás e se une a uma índia e através dela toma conhecimento de um tesouro enterrado e decide fugir. A índia se recusa a segui-lo e após a batalha com a tribo inimiga, o chefe Cunhambebe marca a data da execução: o ritual antropofágico será parte das comemorações pela vitória."

Isso é sobre o filme.

De resto eu não poderia concordar mais...

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Última hora

INFERNO! Porque só nos 45 do segundo tempo brotam dos blocos mais escusos essas crises verborrágicas. Eu não escrevo mais, estou de mal com meus textos e composições há alguns anos já. Chega de conversa que agora preciso arrumar as malas, não para Minas como gostaria, mas para Belém. E lá vou eu para os meus trópicos! Que venham muitos campos esse ano, qualquer meio de mato é menos cansativo que Belém!

Fim de férias

E nestas não fiz muita coisa produtiva...
tricotei um lenço pra dança do ventre que não ficou muito bom,
passei apenas um fim de semana em Minas com a desculpa de buscar o diploma,
terminei dois trabalhos da especialização, mas nem olhei na monografia,
não encontrei com os poucos amigos que ainda tenho em Ribeirão,
experimentei o tal twitter mas não gostei,
e viciei em Mafia Wars no Facebook.
Amanhã passo o dia inteiro no ar cortando esse Brasil que não precisava ser assim tão exagerado de grande, para chegar em Belém.
E finalmente terça, trabalho, e tudo começa de novo...