segunda-feira, janeiro 25, 2010

Última hora

INFERNO! Porque só nos 45 do segundo tempo brotam dos blocos mais escusos essas crises verborrágicas. Eu não escrevo mais, estou de mal com meus textos e composições há alguns anos já. Chega de conversa que agora preciso arrumar as malas, não para Minas como gostaria, mas para Belém. E lá vou eu para os meus trópicos! Que venham muitos campos esse ano, qualquer meio de mato é menos cansativo que Belém!

Fim de férias

E nestas não fiz muita coisa produtiva...
tricotei um lenço pra dança do ventre que não ficou muito bom,
passei apenas um fim de semana em Minas com a desculpa de buscar o diploma,
terminei dois trabalhos da especialização, mas nem olhei na monografia,
não encontrei com os poucos amigos que ainda tenho em Ribeirão,
experimentei o tal twitter mas não gostei,
e viciei em Mafia Wars no Facebook.
Amanhã passo o dia inteiro no ar cortando esse Brasil que não precisava ser assim tão exagerado de grande, para chegar em Belém.
E finalmente terça, trabalho, e tudo começa de novo...

sexta-feira, abril 10, 2009

Remoso

Sim, pois bem, estou viva!
As andanças continuam, e vez por outra bate uma vontade de escrever. O problema é sentar e colocar a mão na massa, e se no caso, tela e teclado já estão difíceis de me convencer, quem dirá papel e caneta. No máximo um origami.
Mas hoje tomei fôlego para escrever sobre uma grande descoberta. Não é todo dia que desvendamos grandes dúvidas de uma vida inteira!
Então vamos a ela:
Finalmente descobri o significado de um termo que sempre ouvi aqui no Pará, mas que nunca havia compreendido completamente: o tal do “remoso”.
Cresci ouvindo todo mundo que nasceu nesse Estado falar que camarão é remoso. Peixe de tal tipo é remoso. Tucupi* também. Caranguejo então, nem se fale! Seria a morte certa na beira do abismo comer caranguejo depois de passar por uma cirurgia, porque ele é muitíssimo remoso.
Nessa história, sempre tentei associar a “remosidade” de um alimento com alguma característica identificável pelo paladar. Na verdade imaginava que seria algo parecido com gorduroso, e convencida disso, não compreendia ainda onde estaria essa gordura no pobre do camarão.
Pois então, saí do Pará, e nunca mais ouvi o termo em canto algum.
Uns bons 10 anos depois quando retorno para trabalhar e fazer minha especialização em arqueologia, lá está o tal de novo:
“- Ah, estou com um golpe** no dedão do pé, não posso comer camarão, é remoso.”
Que diabos! O camarão então continuaria a ser uma iguaria remosa/gordurosa ou haveria de ter uma explicação mais profunda pra coisa?
Dias depois obtive uma explicação deveras esclarecedora de uma amiga e colega de trabalho.
Segundo ela, um alimento remoso é aquele que potencializa uma inflamação ou infecção, no caso de cortes, machucados, pontos, etc. A avó dela não pode comer caranguejo que lhe inflamam todas as varizes!
E como eu sei se uma comida é remosa?
Ah, se você comer alguma coisa e estiver com um corte no dedo, por exemplo, e o corte inflamar depois, era remoso.
Mas e antes? Como eu faço pra saber se é remoso antes de comer e ficar com o dedo inchado, vermelho, dolorido e latejante?
Bom, algumas coisas a gente já sabe que são remosas, mas outras não. E não dá pra olhar e saber.
Ou seja, é impossível ficar cara a cara com um alimento e dizer, “Humm você tem um jeitão de ser remoso, fica pra próxima querido, estou com uma unha encravada.”
Claro que não tive nenhuma explicação científica, continuo sem ter a mínima idéia de porque alimentos remosos ajudam a inflamar e infeccionar machucados, mas solucionei uma grande questão que me atormentou durante anos, que características têm em comum alimentos remosos: nenhuma, a não ser a moléstia ou incômodo posterior.
E ainda levei de brinde mais uma informação importantíssima!
Mocinhos cuidado, nós mulheres somos remosas!!
Mas por enquanto me abstenho de maiores comentários. Quem vier ao Pará que descubra sozinho do que estou falando...



*Caldo amarelo, picante, fermentado feito da mandioca.
** Corte, machucado.

domingo, março 29, 2009

2009, meu ano arqueológico!

quinta-feira, junho 19, 2008

escritos

Dia de faxina no quarto, quem me conhece sabe a gravidade do assunto! Deve estar perto o dia de ir embora finalmente.
Historiadora e arqueóloga de mim mesma que sou, não resisto aos papéis velhos e poeirentos.
Esse pareceu combinar, não sei de que ano é, mas já sabia partir e deixar algumas gotas espremidos no papel para não doerem tanto no caminho.

"Sentimento incomum partir
Partes abandonadas, regeneradas
Corações mutilados, remendados
Sorrisos tortos caiados de luz"